Vamos mudar esse quadro

Estresse crônico, depressão, Síndrome de Burnout. Estes termos têm se tornado cada vez mais comuns no ambiente de trabalho. E a tendência é um quadro ainda mais alarmante.

Somente a Depressão, segundo a Organização Mundial de Saúde, será a segunda maior causa de incapacitação até 2020, perdendo apenas para doenças do coração.

Nos Estados Unidos, estima-se que a depressão seja responsável pelo custo anual de cerca de U$ 43 bilhões para as empresas, o que a faz figurar entre as dez doenças mais caras relacionadas ao trabalho no país.

Absenteísmo e perda de produtividade são grandes responsáveis por este custo.

No Brasil, transtornos mentais e comportamentais figuram entre os quatro maiores grupos de geradores de benefícios concedidos a trabalhadores segurados.

Ainda assim, o transtorno emocional tem pouca visibilidade, uma vez que problemas circulatórios, digestivos, alcoolismo, mesmo que originadas por doenças mentais de origem ocupacional, são mais fáceis de ser notados pelo chefe, colegas, famílias ou até pelo funcionário.

Para se ter ideia do tamanho do problema, um terço de todas as aposentadorias por invalidez são por doença mental.

É preciso ressaltar que no Brasil, no setor privado, os trabalhadores geralmente só se afastam por mais de 15 dias quando é impossível não se afastar, uma vez que o afastamento, principalmente quando não caracterizado como relacionado com o trabalho, vulnerabiliza o emprego, além de deixá-lo marcado na empresa.

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